Tire Suas Dúvidas - Perguntas e respostas

CUIDADOS RESPIRATÓRIOS A SEREM TOMADOS NO VERÃO

1.    POR QUE OS PACIENTES COM DOENÇAS PULMONARES DEVEM TER CUIDADO NO VERÃO?
O verão não é o período onde costumeiramente ocorre agravamento das doenças respiratórias crônicas. Geralmente é no tempo frio do outono-inverno que essas doenças se agravam devido ao ar mais seco e maior concentração de poluentes, além das pessoas estarem mais restritas em ambientes fechados, o que favorece a circulação dos vírus respiratórios. No entanto, algumas situações específicas merecem atenção durante o verão, pois podem desencadear crises naquelas pessoas que não possuem a sua doença controlada. Por isso, os portadores de asma e DPOC não devem deixar o seu tratamento regular mesmo durante o verão para que a sua doença esteja sempre sob controle e não ocorram crises. Uma atenção especial nessa época do ano deve ser dada com a utilização dos aparelhos de ar condicionado.

Viagens também a locais litorâneos e a estadia em casas de praia que ficaram fechadas durante boa parte do ano, com acúmulo de pó, umidade e mofo, também podem ser fatores de piora das doenças respiratórias no verão. Manter as casas, especialmente as de veraneio, sempre limpas e arejadas mesmo quando não estão sendo habitadas, e solucionar os problemas de umidade para se evitar o acúmulo de fungos. Evitar usar as roupas de cama e banho e os travesseiros que ficaram guardados nos armários por longo períodos; dar preferência por levar esses itens no momento da viagem.

2.    POR QUE O AR-CONDICIONADO E O VENTILADOR PODEM SER VILÕES?
O ar condicionado pode provocar uma redução da umidade do ar e o ar ressecado e frio pode ser irritante das vias aéreas. A maioria das pessoas não se sentirá incomodada com isso, mas essa situação vai causar maior impacto naquelas portadoras de doenças respiratórias crônicas, tais como rinite e sinusite alérgicas,  asma brônquica e DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica.
A mucosa respiratória dessas pessoas é mais sensível e reage de maneira exagerada a pequenos estímulos, tais como o ar mais frio e seco, à poeira doméstica, à fumaça do cigarro, à poluição ambiental e até mesmo às situações de estresse. Isso pode desencadear crises de tosse e falta de ar, que podem ser extremas e levar até à morte.
 
O ventilador não provoca esse ressecamento do ar e não traz esse tipo de incômodo e complicações. Apenas deve-se tomar o cuidado de manter as pás do aparelho limpas e os ambientes livres da poeira para o ventilador não provocar a sua dispersão pelo ambiente e isso provocar crises nas pessoas alérgicas. 

3.   COMO AS MUDANÇAS DE TEMPERATURA INFLUENCIAM NA SAÚDE, ESPECIALMENTE OS PORTADORES DE DOENÇAS RESPIRATÓRIAS?
As pessoas portadoras de doenças respiratórias crônicas também podem sofrer com as bruscas variações de temperatura. A entrada e saída de ambientes mais quentes para mais frios, e vice-versa, podem ser fatores de desconforto ou desencadeamento de crises em quem possui rinite, asma ou DPOC.

4.    QUAIS OS CUIDADOS QUE SE DEVE TER COM O APARELHO DE AR CONDICIONADO?
O aparelho de ar condicionado deve ter uma adequada manutenção e os seus filtros limpos periodicamente, caso seja um equipamento de parede, assim como seus ductos de ventilação e o reservatório de água caso sejam equipamentos de ar condicionado central.

Existe uma bactéria chamada Legionella pneumophila que habita os sistemas de reservatório de água de ar condicionado central e que pode ser disseminada pelos ambientes através dos ductos de ventilação e contaminar qualquer pessoa. Essa bactéria causa uma forma grave de pneumonia que pode ser fatal.
Saiba mais sobre a pneumonia, clique aqui.

O sistema de ar condicionado também pode ser colonizado por fungos que podem ser disseminados pelos ambientes e levar a quadros alérgicos mais ou menos graves. De forma menos grave pode levar a sintomas inespecíficos que acometem a população de determinados edifícios sem que uma causa ou doença específica possa ser identificada: irritação nas mucosas do nariz, da laringe ou olhos; chiado e tosse; tontura, dor de cabeça, letargia ou irritabilidade. De forma mais grave pode levar a uma doença pulmonar chamada por Pneumonia de Hipersensibilidade, que pode levar à Fibrose Pulmonar, uma grave forma de doença irreversível e onde o pulmão perde a sua capacidade de captar oxigênio.
Saiba o que é Pneumonia por Hipersensibilidade, clique aqui.

5.    HÁ DOENÇAS QUE SÃO MAIS AFETADAS NESSA ÉPOCA DO ANO?
Os portadores de rinite alérgica, asma brônquica e DPOC são os que mais sofrem com o ar frio e seco e as variações de temperatura entre os ambientes.
Saiba mais sobre a asma, clique aqui.
Saiba mais sobre a DPOC, clique aqui.


6.    A POLUIÇÃO É UM AGRAVANTE?
Nos meses de outono e inverno são onde a poluição ambiental costumeiramente atinge seus maiores níveis com piores conseqüências à saúde. No verão, devido às chuvas, isso acontece menos. No entanto, mesmo em verões onde a estiagem é grande e é baixa a umidade do ar, a poluição pode ter seu papel agravado mesmo na época de calor.
Pacientes com rinite, asma ou DPOC podem ter suas doenças exacerbadas em função da poluição. Portadores de doença cardíaca como angina, infarto do miocárdio ou doença isquêmica cerebral ("derrame") podem ter como desencadeantes elevações abruptas da poluição do ar. Estimativas mundiais apontam que a poluição nos ambientes urbanos externos e nos internos (nos domicílios) seja responsável por 800 mil a 1,6 milhões de óbitos/ano.
 
7.    QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS DA EXPOSIÇÃO À POLUIÇÃO?
A exposição a componentes do ar poluído desencadeia reações inflamatórias tanto nos pulmões e no sistema circulatório, levando a efeitos agudos e crônicos como:
  • Aumento das consultas médicas, hospitalizações e mortalidade por doenças respiratórias (infecções, asma, DPOC).
  • Aumento da incidência de asma, assim como do numero de crises.
  • Aumento da incidência e mortalidade por câncer de pulmão
  • Redução da função pulmonar
  • Irritação nos olhos, nariz e garganta.
  • Aumento na mortalidade por doenças cardiovasculares devido à insuficiência coronariana, infarto, arritmias e hipertensão.
Os estudos sugerem que as populações com maior risco de sofrer as conseqüências da poluição são os portadores de doenças respiratórias crônicas (asma, DPOC), de doenças cardíacas (arritmias, insuficiência cardíaca, angina, hipertensão), diabéticos, fumantes, crianças e idosos.
 
Veja nossa entrevista ao Jornal da Band para a matéria sobre os cuidados a serem tomados com o uso do aparelho de ar condicionado.

Veja nossa entrevista ao Programa Vida Melhor, da Rede Vida, sobre os cuidados respiratórios para se aproveitar melhor o verão, à apresentadora Cláudia Tenório, clique aqui.

Veja nossa entrevista ao Programa Manhã Gazeta onde apresentamos os problemas relacionados à exposição ao ar condicionado à apresentadora Olga Bongiovanni, clique aqui.
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